Diario de Viaje # 1 – Cruzando Fronteras. / Diário de Viagem #1 – Cruzando Fronteiras.

 En Puerto Iguazu - Argentina con vista para la frontera de Brasil (izquierda) y Paraguay (derecha). / Em Porto Iguazu-Argentina com vista para a fronteira do Brasil (esquerda) e Paraguay (direita).

En Puerto Iguazu - Argentina con vista para la frontera de Brasil (izquierda) y Paraguay (derecha). / Em Porto Iguazu-Argentina com vista para a fronteira do Brasil (esquerda) e Paraguay (direita).

Diario de Viaje # 1 – Cruzando Fronteras.

Frontera: Línea divisoria entre dos países, estados, pueblos, regiones, divisa, limite.

No hay como viajar y no hablar de fronteras. Salir de su mundo para encontrar el mundo mismo. Así, puedo decir que mi viaje empezó cruzando fronteras. La primera frontera que ultrapasé fue física: salir de mi ciudad (y de un mundo que ya conozco) para entrar en la ruta (que no conozco). Uau! Me dio la piel de Gallina! Ya la segunda fue interna y mental: entrar en un nuevo ritmo de vida, conociendo lugares y andando, no más estática en mi cuarto. Y la tercer frontera, tanto física como mental, de un país al otro, de Brasil a Paraguay.

De un lado Foz do Iguaçu, del otro Ciudad del Este. Ya había estado en esa frontera varias veces. Mínimo cinco. Pero solo esa vez realmente la crucé. Y fue solo cruzando que realmente percibí que nunca la había cruzado antes.  Todas las otras fueron ilusiones. Solo pude cruzar gracias a mi amiga paraguaya Rocio, que gentilmente me hospedó en su casa.

Lo que explica la frontera no ser cruzada cuando ella se le pasa? Fui al local donde las personas compran cosas, buscando respuestas. Concluí que al pasar el puente de la amistad, las primeras cuadras paraguayas no son hechas para integrar, turistear abiertamente o conocer el pueblo paraguayo.  Son hechas para comprar, comprar, comprar. Electrónicos, porquerías, accesorios. Brasileños cruzan la frontera con los ojos sedientos por badulaques. Al mismo tiempo, sienten que la frontera es un lugar peligroso, entonces caminan con las mochilas en el pecho, discretos sin tocar los dólares que cargan, y con miedo de que sus autos sean robados. Y con miedo no se conoce nada. Al visitar esa zona sin querer comprar nada, apenas observar, pude percibir eses rasgos. No voy a ser hipócrita, yo ya compré mucha cosa buena  por ahí. Lo malo es solo hacer eso.

 Paraguayos intentando vender cosas para bus brasileño

Paraguayos intentando vender cosas para bus brasileño

 Así se ve Paraguay cuando se cruza el Puente de la Amistad

Así se ve Paraguay cuando se cruza el Puente de la Amistad

Y ahí empezaron las reflexiones dolorosas. Muchos brasileños van toda su vida para esa región de compras, pensando que eso es (Ciudad del Este) el Paraguay entero. Bueno, eso es tan ofensivo cuanto decir que Brasil son nalgas, bebida y futbol. Lo más asustados de toda esa historia es que el Paraguay no es solo un país que tiene frontera con Brasil, pero si una región conectado con su historia (principalmente del estado de Paraná). Un brasileño no conocer nada de la cultura paraguaya es la misma novela que pasa con América Latina. Muchas cosas en común, pero poco conocimiento sobre.

 Tienda

Tienda

Fue al cruzar esa frontera mental de mi visión estereotipada, que pude abrir mis ojos a ese misterioso e increíble país llamado Paraguay. Y desde Ciudad del Este pude comprobar las delicias de la Chipa (seguro que primo del “pan de queso”), cocido (bebida a base de la yerba mate) y muchas palabras provenidas del Guaraní. Además de su gente increíble.

 Costanera Ciudad del Este

Costanera Ciudad del Este

 Chipa con Cocido y Panqueques de Dulce de Leche

Chipa con Cocido y Panqueques de Dulce de Leche

 

Diário de Viagem #1 – Cruzando Fronteiras.

Fronteira: Linha divisória entre dois países, estados, municípios, regiões, divisa, limite.

Não tem como viajar e não falar de fronteiras. Sair do seu mundo para encontrar o mundo mesmo. Assim, posso dizer que minha viagem começou cruzando fronteiras. A primeira fronteira que ultrapassei foi física: sair da minha cidade (e de um mundo que eu conheço) para entrar na estrada (que eu não conheço). Uau! Frio na barriga.  Já a segunda foi interna e mental: entrar em um novo ritmo de vida, conhecendo lugares e andando, não mais estática no meu quarto. E a terceira fronteira, tanto física como mental, de um país ao outro, do Brasil ao Paraguai.

De um lado Foz do Iguaçu, do outro Ciudad del Este. Já havia estado nessa fronteira várias vezes. No mínimo umas cinco. Mas só dessa vez que realmente a cruzei. E foi só cruzando que realmente percebi que nunca antes a havia cruzado. Todas as outras vezes foram ilusões. Só pude cruzar graças a minha amiga paraguaia Rocio, que gentilmente me hospedou na sua casa.   

O que explica a fronteira não ser cruzada quando ela se passa? Fui ao local onde as pessoas compram muambas, buscando respostas. Concluí que ao passar a ponte da amizade, as primeiras quadras paraguaias não são feitas para integrar, turistar abertamente ou conhecer o povo paraguaio. São feitas para comprar, comprar, comprar. Eletrônicos, muambas, acessórios. Brasileiros cruzam a fronteira com os olhos sedentos por tralhas. Ao mesmo tempo, sentem que a fronteira é um lugar perigoso, então andam com as mochilas no peito, discretos sem mexer nos dólares que carregam, e com medo de que seus carros sejam roubados. E com medo não se conhece nada. Ao visitar essa zona sem querer comprar nada, apenas observar,  pude perceber esses traços. Não vou ser hipócrita, eu já comprei muita coisa boa por ali, não está mal fazer compras. O errado é só fazer isso.  

 Assim se vê o Paraguai quando se cruza a Ponte da Amizade

Assim se vê o Paraguai quando se cruza a Ponte da Amizade

 Paraguaios tentando vender coisas do lado brasileiro

Paraguaios tentando vender coisas do lado brasileiro

E aí começaram as reflexões dolorosas. Muitos brasileiros vão toda a sua vida para essa zona de compras, achando que isso é (Ciudad del Este) o Paraguai inteiro. Bom, isso é tão ofensivo quanto dizer que o Brasil são bundas, bebida e futebol. O mais assustador de toda essa história é que o Paraguay não é apenas um país que tem fronteira com o Brasil, mas sim uma região conectada com sua história (principalmente do estado do Paraná). Um brasileiro não conhecer nada da cultura paraguaia é a mesma novela que acontece com a América Latina. Muitas coisas em comum, mas pouco conhecimento sobre.

Foi ao cruzar essa fronteira mental de minha visão esteriotipada, que pude abrir meus olhos a esse misterioso e incrível país chamado Paraguai.  E desde Ciudad del Este pude comprovar as delícias da Chipa (certeza que primo do pão de queijo), cocido (bebida a base da herba mate) e muitas palavras provindas do Guarani. Além de seu povo incrível.

 Ciclovia e Lago em Ciudad del Este

Ciclovia e Lago em Ciudad del Este